5 Trilhas Sonoras que Salvaram Filmes Ruins do Fracasso

A trilha sonora é um elemento indispensável em um filme, possuindo o poder de elevar a produção ou, quando mal executada, torná-la inexpressiva. 

Em uma indústria tão competitiva como o cinema, onde críticas e falhas em áreas como roteiro, direção, ou atuação podem rapidamente categorizar um filme como “ruim”. É neste ponto que a trilha sonora emerge como um componente vital. 

Neste artigo iremos explorar cinco filmes que, embora recebidos com críticas mistas ou negativas, foram realçados por suas trilhas sonoras. Para embasar nossa análise, também incluiremos as pontuações do Rotten Tomatoes e IMDb. Ao final do artigo, disponibilizamos as trilhas para que você possa ouvir.

“Duna” (1984) – Trilha Sonora Composta por Toto e Brian Eno

  • Rotten Tomatoes: 44%
  • IMDb: 6,3/10

“Duna”, uma adaptação do famoso romance de ficção científica de Frank Herbert, enfrentou uma recepção crítica mista a negativa no momento de seu lançamento. Muitos críticos e fãs da obra original ficaram desapontados com a narrativa confusa e as falhas de produção.

Todavia, a trilha sonora foi composta pelo grupo de rock Toto, com contribuição do famoso compositor Brian Eno. Além disso, essa trilha se destaca pela sua combinação de elementos orquestrais tradicionais com sintetizadores, criando uma atmosfera mística e exótica que enriqueceu o mundo de Arrakis.

Enquanto o filme teve dificuldades em conectar-se com o público e críticos, a trilha sonora se tornou um clássico cult, sendo celebrada por fãs de música e cinema, ajudando a manter o filme vivo na memória cultural.

“Tron: O Legado” (2010) – Composta por Daft Punk

  • Rotten Tomatoes: 51%
  • IMDb: 6.8/10

“Tron: O Legado” é a sequência do clássico de ficção científica “Tron” de 1982. Dirigido por Joseph Kosinski, o filme foi aguardado com grande expectativa, contudo após seu lançamento, não foi bem avaliado pela crítica e pelos fãs. 

Apesar dos avanços impressionantes em efeitos visuais, muitos críticos e espectadores sentiram que o filme carecia de profundidade narrativa e desenvolvimento de personagem, resultando em um produto visualmente atraente, mas emocionalmente distante.

Um dos aspectos de maior destaque de “Tron: O Legado” foi, sem dúvida, sua trilha sonora, composta pela icônica dupla de música eletrônica Daft Punk. Com uma abordagem futurista e experimental, a trilha sonora se destacou como um elemento vital do filme.

Sendo assim, Daft Punk conseguiu criar uma sonoridade que fundia música eletrônica com orquestrações tradicionais, resultando em uma paisagem sonora que era tanto inovadora quanto reverente ao original de 1982. A música pulsante e os temas sintetizados complementaram perfeitamente o mundo cibernético e tecnológico apresentado no filme.

A trilha sonora permanece não apenas como um destaque do filme, mas como um exemplo influente de como a música pode resgatar e elevar um filme, mesmo quando outros elementos não atendem às expectativas.

“O Fantasma da Ópera” (2004) – Composta por Andrew Lloyd Webber

  • Rotten Tomatoes: 33%
  • IMDb: 7.2/10

“O Fantasma da Ópera”, dirigido por Joel Schumacher, é uma adaptação cinematográfica do famoso musical da Broadway criado por Andrew Lloyd Webber. 

Embora o musical seja uma obra-prima adorada em todo o mundo, a versão cinematográfica recebeu críticas controversas após seu lançamento. 

Enquanto o design de produção e os figurinos foram elogiados, críticos apontaram falhas na direção, na adaptação do palco para a tela e no elenco, o que prejudicou o potencial do filme.

Todavia a trilha sonora de “O Fantasma da Ópera” foi composta pelo próprio Andrew Lloyd Webber, que também foi baseada na obra original do teatro. 

As músicas são ricas, emotivas e arrebatadoras, capturando a essência romântica e trágica da história. A trilha é uma mistura de ópera, rock e música clássica, criando um som distintivo que se tornou sinônimo do musical.

A música não apenas acompanha a ação na tela, mas muitas vezes conduz e eleva a narrativa, dando vida aos personagens e às suas emoções complexas. 

Canções como “The Phantom of the Opera”, “Music of the Night”, e “All I Ask of You” são atemporais e continuam a ressoar com o público.

Sendo assim, a trilha sonora transcendeu as falhas do filme e se conectou com o público de uma maneira profunda e duradoura. A música evoca emoções que, em muitos casos, suplantam as deficiências do filme, permitindo que os espectadores se percam na história e nos personagens.

“A Vila” (2004) – Composta por James Newton Howard

  • Rotten Tomatoes: 43%
  • IMDb: 6,6/10

“A Vila”, dirigido por M. Night Shyamalan, é um thriller psicológico que se passa em uma pequena comunidade isolada no século 19, cercada por uma floresta habitada por criaturas misteriosas. 

Apesar de uma premissa intrigante e um elenco talentoso, o filme não foi bem recebido pela crítica. Algumas das críticas se concentraram na narrativa, que foi vista como previsível e com um clímax que deixou a desejar. 

A trilha sonora, composta por James Newton Howard, por outro lado, foi o ponto alto do filme. A música é atmosférica e emocional, combinando instrumentos clássicos com toques modernos para criar uma sensação de suspense e mistério.

O tema principal é tocado com violinos, violoncelos e piano, criando uma melodia hipnotizante que se entrelaça com a trama. A trilha não apenas complementa o visual estilizado do filme, mas muitas vezes assume a liderança, guiando a emoção e a tensão da história.

Por fim, apesar das falhas percebidas em “A Vila”, a trilha sonora se destaca como uma verdadeira obra-prima. A habilidade de James Newton Howard em capturar a essência do medo, da curiosidade e do amor através de sua música contribuiu significativamente para a experiência do filme.

“Solaris” (2002) – Trilha Sonora Composta por Cliff Martinez

  • Rotten Tomatoes: 66%
  • IMDb: 6,2/10

“Solaris”, dirigido por Steven Soderbergh e estrelado por George Clooney, é um remake do filme homônimo de 1972, baseado no romance de Stanisław Lem. 

O filme se concentra em questões filosóficas, apresentando uma narrativa de ficção científica introspectiva e contemplativa. 

Apesar de seus ambiciosos temas e visuais estonteantes, “Solaris” enfrentou críticas por seu ritmo lento e abordagem muito profunda, o que alguns consideraram inacessível.

Contudo, a trilha sonora de “Solaris” foi composta por Cliff Martinez, conhecido por suas colaborações com Soderbergh e por suas composições atmosféricas. 

A música em “Solaris” é sutil, etérea e muitas vezes minimalista, combinando instrumentos eletrônicos com orquestrações tradicionais.

Os temas musicais exploram a solidão, a confusão e a complexidade das emoções humanas. Através de loops e efeitos sonoros, Martinez cria uma atmosfera onírica que reflete o ambiente desconhecido e enigmático do planeta Solaris.

O trabalho de Martinez em “Solaris” demonstra como uma trilha sonora pode ir além de sua função tradicional e se tornar um elemento vital na narrativa. 

Por fim, sua música não apenas compensa algumas das falhas percebidas no filme, mas também enriquece a experiência, adicionando profundidade e nuance ao enredo e aos personagens.

Trilha Sonora: Bônus

“A Última Tentação de Cristo” (1988) – Composta por Peter Gabriel

  • Rotten Tomatoes: 82%
  • IMDb: 7,5/10

Esta obra não é necessariamente um filme ruim. Ele se enquadra nesta lista por dois motivos. O primeiro é devido ao seu caráter provocativo, por apresentar uma perspectiva heterodoxa.

Em segundo lugar, pelo fato de sua trilha sonora ter sido indicada ao Grammy em 1990. “A Última Tentação de Cristo” é um filme dirigido por Martin Scorsese, que oferece uma representação fictícia da vida de Jesus Cristo. 

A trilha sonora composta por Peter Gabriel foi uma luz brilhante em meio à turbulência das polêmicas geradas pelo filme. 

Gabriel, conhecido sobretudo por sua inovação e experimentação, criou uma trilha sonora que foi simultaneamente etérea e ancorada, combinando instrumentos tradicionais com eletrônicos, mesclando o antigo com o moderno.

Por fim, a música de Gabriel adicionou uma textura rica e uma profundidade emocional ao filme, capturando a essência espiritual e o conflito interno do protagonista.

Atualizações do Rotten Tomatoes e Imdb

Por fim, é importante observar que as pontuações de filmes em sites como Rotten Tomatoes e IMDb podem variar ao longo do tempo, refletindo mudanças na percepção crítica e no julgamento do público. 

Como tal, os números apresentados neste artigo refletem as pontuações disponíveis no momento da pesquisa, no ano de 2023. Para uma avaliação mais atual e precisa, os leitores são incentivados a visitar esses sites diretamente. 

Essas plataformas oferecem uma visão abrangente e atualizada, não apenas das pontuações, mas também de análises detalhadas e opiniões de críticos e espectadores, fornecendo uma compreensão mais completa do sucesso ou fracasso de um filme.

Trilhas Sonoras:

Duna” (1984) – Composta por Toto e Brian Eno

“Tron: O Legado” (2010) – Composta por Daft Punk

“O Fantasma da Ópera” (2004) – Composta por Andrew Lloyd Webber

“A Vila” (2004) – James Newton Howard

“Solaris” (2002) – Trilha Sonora Composta por Cliff Martinez

“A Última Tentação de Cristo” (1988) – Composta por Peter Gabriel

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